Retrospectiva 2025
Após um período perdido na vida (sem saber para onde ir, o que fazer e com dificuldades para lidar com a velha indesejada amiga depressão), seguido de outro em que me entreguei literalmente de corpo e alma para estudar espiritualidade (me tornei religioso, quimbandeiro, e explorei filosofias ocultistas que antes ignorava), 2025 era para ser um retorno às questões materiais. Queria focar no crescimento profissional e dar atenção a alguns desejos que começavam a ficar mais nítidos em minha outrora nebulosa mente.
Sem surpresas, as coisas não foram bem como eu havia planejado. Não que eu tivesse planejado alguma coisa, não desenhei metas claras, só anotei algumas vontades. Não fazia sentido tratar como meta algo que eu precisava de tempo para explorar e sentir no processo.
Como recém-habilitado, é claro que eu queria comprar um carro ou uma moto para facilitar a vida itinerante. Mas para isso precisaria de dinheiro, e para isso eu precisaria de trabalho. Evitando a CLT, teria que investir no meu próprio negócio de novo. Dessa vez, não quis brincar de explorar o mundo e desbravar novas habilidades. Fui no garantido e voltei a trabalhar com análise de dados para a indústria da comunicação.
Eu desejava ter uma empresa que fosse o meu meio, não o meu fim. Ela serviria para me dar os recursos necessários para viajar e escrever. Deixar de ser um vagante que pula de casa em casa de conhecidos para poder bancar conforto suficiente para explorar minha própria arte — seja lá o que isso significa, pois ainda não explorei o bastante.
Abri uma empresa com um dos meus melhores amigos. Trabalhei tanto este ano! Como eu não trabalhava desde 2021, quando ainda apostava as fichas na pousada que eu tinha em Arraial do Cabo. Porém, não vi o retorno financeiro cobiçado — afinal, essas coisas demoram pelo menos 2 anos (é o que todo empresário diz). Não é como se eu estivesse abrindo um negócio no ramo da hotelaria de uma região turística na alta temporada. Apesar disso, desenvolvi inúmeras habilidades com novas tecnologias e marketing de influência. Embora a minha sina continue: sofro por ter pensamentos conflitantes entre idealismo e pragmatismo — adoraria fazer dinheiro longe de um computador dominado por grandes empresas que fomentam uma sociedade com a qual não compactuo.
Também queria voltar a morar na minha cidade natal e estar mais perto da família. Queria redescobrir a vida por Botucatu com a cabeça que tenho hoje. Aquele foi um lugar muito ruim para mim, mas estava disposto a ressignificar meus sentimentos e curar minhas feridas. Infelizmente, essa é uma das tantas vontades que não realizei.
Passei o ano indo e voltando entre São Paulo e Conchas. Ao menos pude estar mais perto da família — minha mãe mora em Conchas. Depois de tanto tempo em outro estado, queria ver meus sobrinhos, falar com eles sobre o que têm feito, vê-los crescendo. Queria estar com minhas irmãs e saber como estão, se haveria algo em que pudesse ajudá-las. Queria estar com minha mãe. Comer a comida dela. Acho que nada faz minha mãe mais feliz do que cozinhar para os outros.
Aliás, um destaque, minha mãe é a pessoa que eu mais fotografei esse ano. Cozinheira de mão cheia, faz uns pratos incríveis, mas nem sempre dá a verdadeira moral para eles. Deixava tudo em cima da mesa como quem não quer nada, fazia seu prato e se metia na frente da TV para ver alguma besteira. Comecei a instigá-la fotografando suas panelas. Depois, passei a fotografar os pratos com ela no retrato. Não são fotos bem elaboradas, nem conceituais. É só minha mãe sorrindo com sua obra naquele momento. E isso é lindo. Também me orgulho de ter incentivado um novo hábito: ela almoça na mesa agora, aproveitando o tempo comigo, sem TV.
Algo que eu não tinha em mente, mas cuja inevitabilidade começa a dar o ar da graça, é me perceber envelhecendo fisicamente. Embora, aos 34 anos, eu ainda me sinta menino e meu pequeno corpo também se movimente como um menino — sem dores, com alta flexibilidade, mobilidade e forte o bastante, graças ao pouco de yoga e calistenia —, vejo no espelho a passagem do tempo.
Janeiro trouxe meu primeiro fio de cabelo branco. Fiquei maravilhado com ele. Inteiramente branco, aquele fio comprido que brilhava. Queria muito que ele tivesse ficado na minha cabeça, mas sumiu. Nunca mais vi outro. Enquanto isso, as rugas não sumiam. Nem as entradas no cabelo. A paranoia de estar ficando careca foi gritante. Definitivamente, não quero ser mais um careca cabeludo ou cabeludo careca. Mas também não estou disposto a tomar remédios com efeitos colaterais diariamente apenas para ceder a uma superficialidade imposta pelos padrões de beleza. Ou será que tô? Meu cabelo é minha identidade.
Longe de ser superficial, nada me incomodou mais que perceber minha visão cada vez mais decadente. A resolução 1147 x 745 para textos grandes no meu computador é uma vergonha. O oftalmo explicou que não era velhice, mas excesso de telas mesmo. Aumentou meu grau de hipermetropia e a repulsa pela tecnologia.
Curioso que, pouco mais de 2 anos atrás, quando estava perdido, eu já era assolado por pensamentos sobre a passagem do tempo. Não fisicamente, não na aparência. Mais num campo existencial, como uma ansiedade relacionada ao que o futuro reservava para a minha velhice, sendo eu a pessoa que era naquele momento.
Pensei muito a respeito de como eu me sentia aos 32 anos: uma pessoa “irrelevante” por abandonar a própria carreira (mais de uma vez), sendo gay com um estilo de vida inconstante e atípico, sem referências sobre como se tornar maricona, e vivendo em plena era da sobrecarga de informações digitais. Pensava sobre a passagem do tempo nesse campo existencial porque eu não estava nem um pouco feliz e as decisões que eu tomasse nesse período poderiam ditar minha miséria futura.
Felizmente, nenhum desses pensamentos me doem mais, e quero acreditar que estou no caminho de envelhecer sem que as mudanças físicas também doam desnecessariamente.
Esse ano tentei mais uns passos em relação às comunidades. Realmente sinto falta de fazer parte de uma comunidade. Já cansei de saber o quanto isso é importante para prosperar nos mais diversos campos. Sinto especialmente com a escrita, talvez eu já tivesse me entendido nessa área e prosperado para além de estudos se trocasse figurinhas constantemente com outras pessoas relevantes.
Cheguei a participar de algumas turmas, eventos e workshops para escritores, mas me incomoda demais o valor que as pessoas dão para plataformas que quero distância. O que me prejudica bastante. Deveria ignorar, trabalhar nisso. Mais uma vez, minha constante briga interna entre idealismo e pragmatismo impedindo meu próprio crescimento. Já era para eu ter superado. Talvez eu devesse escrever num papel e jogar na fogueira — foi assim que me curei de um comportamento obsessivo que durou 10 anos[1] — antes de eu ter estudado o papel dos rituais em nossas vidas, ou sobre magia e ocultismo. Tá aí, resolução de ano novo.
Mesmo sem fazer parte de uma comunidade. Sinto que me desenvolvi bem esse ano. Principalmente em relação a como enxergo a questão da verdade, da autoficção e da memória. Como se eu estivesse prestes a ceder para uma nova forma necessária ao meu amadurecimento com as palavras — uma forma que faça sentido escrever para outra pessoa ler.
Se eu desse ouvido a potenciais leitores, já estaria há muito escrevendo diários de viagem e, quem sabe, viajando e escrevendo. Pena, sou cabeça dura para isso, estar em constante movimento não deveria implicar escrever a respeito. Até porque sou uma fraude.
Recentemente fiz uma pesquisa (com cerca de 80 participantes) e descobri que meus conhecidos me associam a três principais coisas: “escrita, espiritualidade e viagens”.
Gosto de ser associado à viagem, de ser visto como um nômade, mas acho que ninguém (de fora) tem a percepção de que sou nômade de uma mesma cidade. Das 12 cidades em que estive esse ano, somente duas ainda desconhecia, sendo que uma delas eu não saí de um condomínio. Vale?
Bem, não que importe o que o outro acha, importa o que eu acho. E eu me acho uma fraude nômade que não vai resolver isso enquanto não acertar outra coisa antes: como obter uma renda constante de dinheiro para não depender mais dos tetos alheios e poder escrever enquanto viaja. Infelizmente, já não posso me dar ao luxo de ser maluco de estrada, bicho grilo, nem voluntariar por aí conhecendo novas culturas. Não se eu também tenho essas outras vontades gritantes que não se relacionam com a estrada.
Nessas horas, sinto algo próximo de um arrependimento do tanto de livros que li, filmes que assisti, músicas que ouvi… Ter incrementado meu repertório ao longo dos anos me rendeu consciência torturante e um leque de possibilidades e interesses eternamente em conflito e contraditórios, me puxando para lados opostos. Se eu fosse pouco interessado, seria mais fácil me dedicar a uma única coisa e dela fazer minha fonte de alegria.
2025 não foi um ano de conquistas. As decisões que tomei no passado repercutem em momentos como agora, em que não tenho grandes marcos para mostrar, em que pareço um pé rapado adulto. Mas sempre que paro para lembrar que essas mesmas decisões me curaram da ansiedade e da depressão — algo improvável se eu continuasse navegando em um mundo de resultados concretos e não por processos internos —, parece que tudo valeu a pena. Foi um preço justo a se pagar.
Quero estar bem comigo mesmo e com minhas escolhas. No momento, estou. Gostaria de estar melhor? Claro. Mas creio ter mentalidade forte o suficiente para não sofrer com elas. Pelo contrário, tenho orgulho.
Contudo, não quero repetir isso em 2026. Eu quero e preciso de conquistas, principalmente materiais. Afinal, não foi esse um dos motivos de eu ter me afastado a contragosto de uma vivência espiritual mais visceral?
Sinto, mais uma vez, que preciso dar um fim às eternas tretas internas entre idealismo e pragmatismo. Estou farto.
Quero ter uma relação com a tecnologia mais tolerante, talvez eu precise que seja imbecilizada, pois não posso escolher essa batalha agora e ela está diretamente ligada aos conflitos citados acima.
Preciso de sustentabilidade financeira, quero ter a possibilidade de comprar um carro e tornar minha vida mais confortável. 2026 trará muita prosperidade para minha empresa.
Ainda quero voltar a morar em Botucatu e começar uma nova jornada de ressignificação dos demônios do meu passado, aposto que daria um material interessante para escrever a respeito. Mas não vou me doer se mais um ano se passar. Isso vai acontecer quando tiver que acontecer, planejando ou não.
Não quero me achar uma fraude em relação a viagens e nomadismo. Embora não tenha como considerar essa uma prioridade, não posso dar mais peso a esse assunto se passar mais um ano assim.
Desejo encontrar uma comunidade que compartilhe dos mesmos interesses e que impulsione meu crescimento, como não seria possível sozinho. Quero amadurecer na escrita, entender o que não entendo hoje.
Quero chegar aos 35 o mais leve possível e que envelhecer não se torne uma questão, pois não deveria ser.
Talvez eu defina sim algumas tantas metas e objetivos para 2026. Mas isso ficará para um pedaço de texto privado e não para um fluxo de consciência pessoal compartilhado publicamente.
No momento em que escrevo, exatamente às 18h do dia 31 de dezembro de 2025, estou no meu 12° dia em isolamento num quarto que mais parece um forno nessa onda de calor. Peguei uma doença contagiosa, Mpox (isso é tãããaaao 2022), e desde os primeiros sintomas tem sido uma série de dificuldades no caminho, às vezes parte do que se espera de uma doença como essa, às vezes evitáveis. Me diagnosticaram errado inicialmente e foi muito desgastante a passagem por diferentes hospitais precarizados, com funcionários cometendo erros na cara dura.
Mais de uma vez ouvi o quanto era paciente e como estava calmo com as circunstâncias. Apesar de tamanho desconforto, estou levando a situação muito de boa. A única coisa que me pega é ter interferido na dinâmica familiar e afetado as festas de fim de ano dos que estão ao meu redor (descobri a doença aqui no interior e não em São Paulo, onde poderia estar lidando com isso sozinho).
Eu, que não sou mais de acreditar no acaso, tenho pensado no porquê do meu ano estar acabando de tal forma. Fico ainda mais pensativo ao considerar que, simultaneamente, meu sócio também ficou doente e está isolado — em circunstâncias completamente diferentes, mas é curioso a proximidade das datas em que ambos tiveram que se isolar.
Felizmente, a chuva acaba de chegar.
Footnotes
Vou explicar: quando adolescente, eu era muito fã de Arctic Monkeys. Como bom aborrescente cheio de manias e síndrome do underground, fiquei desolado quando lançaram o terceiro álbum de estúdio, "Humbug", em 2009. Simplesmente abominei a sonoridade - tão distante do álbum anterior, "Favourite Worst Nightmare", de 2007. Assim que terminei a audição, decidi que nunca mais escutaria um álbum novo deles. Uma decisão tão besta quanto essa se tornou um comportamento obsessivo que durou 10 anos: eu não queria saber de nada relacionado à banda. O problema é que eles viriam a se tornar uma das bandas mais populares do mundo na década seguinte. Especialmente após o lançamento de "AM" em 2013, eu chegava a tampar meus ouvidos em qualquer ambiente assim que reconhecia as primeiras notas. Ridículo, eu sei. Foi no ano novo de 2019 para 2020 que isso acabou: minha amiga falou do ritual de escrever num papel o que se quer deixar para trás e jogar na fogueira. Ela sugeriu que eu fizesse isso com Arctic Monkeys. Assim que o fiz, me vi livre desse comportamento bizarro. ↩︎
Alguns destaques do meu ano de 2025
- Voltei a ser rolezeiro e rodeado de amigos;
- Registrei oficialmente uma empresa com um dos meus melhores amigos e fizemos trabalhos incríveis juntos.
- Fiz iniciação em Kriya Yoga e desapontei os gurus indianos.
- Meu coração bateu mais forte toda vez que me aproximei de um terreiro, mas eu sabia que precisava ter paciência.
- Fiz mais rituais para Ganesha e espiritualidade cigana.
- Reencontrei velhos amigos, brigamos e fizemos as pazes.
- Passei mais tempo com a família, levei minhas sobrinhas ao circo e tenho uma coleção de fotos da minha mãe e seus pratos de comida.
- Dirigi os carros dos amigos e cheguei a pegar estrada no volante pela primeira vez.
- Meu celular morreu e aproveitei ficar sem mais uma vez.
- Abandonei o Duolingo com uma ofensiva de quase 700 dias mesmo tendo meses de dias pagos pela frente, simplesmente por não aturar os rumos dessa empresa de arrombados.
- Fiz a maior atualização do Cosmoliko desde sempre. Assim como eu gastei dinheiro como nunca antes nele.
- Fiz leitura crítica da escrita de uma pessoa incrível.
- Vivi o Gagacabana e tenho a impressão que esse evento será imbatível por muitos e muitos anos.
- Cantei muito alto com Forfun e CPM22 pela primeira vez. Com Fresno pela centésima vez.
- Também vi como uma criança empolgada Good Charlotte, Weezer e Oasis.
- Oasis, Oasis, Oasis!
- Comecei a me aventurar mais com o corpo para além do yoga.
- Meus cabelos caindo, as rugas aparentes e a visão falhando como nunca antes. Por isso, quando alguém se surpreende que eu passei dos 30, comemoro descaradamente.
- Foi o ano em que mais escrevi.
- Gravei inúmeros daily vlogs e adorava quando alguém elogiava minha atenção às pequenas coisas.
- Fiz limpeza de ouvido pela primeira vez.
- Voltei para a Região dos Lagos e dei continuidade a tour da CNH.
- Conheci Sana.
- Vi pessoas queridas endoidarem.
- Vi mais pessoas importantes na minha vida casarem.
- Vi mais pessoas importantes na minha vida felizes porque aumentaram a família.
- Vi mais pessoas importantes na minha vida felizes porque aumentarão a família.
- Resgatei um amigo do hospital para que ele não perdesse sua própria audiência no fórum criminal.
- Foi um ano com algumas surpresinhas na saúde. Das crises de rinite sequenciais toda vez que mudava o tempo. De isolamento no fim de ano por estar com Mpox.
- Foi o ano que não teve festas de fim de ano, e tudo bem.
Livros
Em 2025 eu li 23 livros, 3 a mais que em 2024. Mas parece que estou roubando no jogo, se considerar que alguns títulos são histórias em quadrinhos, como o Heartstopper. Por outro lado, li Contos Completos, de Caio Fernando Abreu, que compila 6 livros em 1. Deveria considerar que li 28 livros, então?
Comecei o ano lendo essa série sobre mediunidade. Porém, desisti depois da segunda edição porque, meu deus, que porcaria de livros. Heartstopper foi influência da minha sobrinha adolescente. O fantasma da ópera foi presente da Elaine <3. Built to Sell foi recomendação do nosso mentor quando abrimos a empresa. Purpose & Profit porque eu estava curioso nas ideias que Dan Koe (o cara que cunhou o termo One Person Business) havia condensado no livro. Alejandro Zambra e Natalia Ginzburg foram inspirados pelo Luca Brandão, com quem eu fiz um curso maravilhoso sobre autoficção, que autores fantásticos. Victor Heringer porque é Victor Heringer, de tempos em tempos eu tenho uma breve obsessão por ele. Literatura & Suicídio é um apanhado de pesquisas sobre suicídio e literatura (avá), o que eu achei fantástico e a minha cara. Porteira 9 li para a primeira edição do clube de leitura do Manual do Usuário, aliás, primeira vez que participei de um. Contos Completos foi minha grande leitura de 2025, 760 páginas, seguindo a tradição de ler pelo menos um livro “gigante” por ano. Knulp foi meu companheiro andarilho enquanto esperava a ambulância vir me buscar no hospital. Tiny Experiments porque eu estava curioso depois de acompanhar a autora por anos.
Minhas leituras favoritas de 2025
- Built to Sell (2011, John Warrilow)
- Purpose & Profit (2025, Dan Koe)
- Literatura infantil: Cartas ao filho (2024, Alejandro Zambra)
- Não sou poeta (2024, Victor Heringer)
- Vida Desinteressante (2021, Victor Heringer)
- Léxico Familiar (1963, 2018, Natalia Ginzburg)
Todos os livros lidos em 2025
A seguir, a lista completa de livros que eu li em 2025:
- Se a mediunidade falasse I: Iniciação (2014, Grupo Marcos) Romance Mediúnico / Esoterismo, Espiritualidade e Religião
- Se a mediunidade falasse II: Vampirização (2015, Grupo Marcos) Romance Mediúnico / Esoterismo, Espiritualidade e Religião
- O amanhã não está à venda (2020, Ailton Krenak) Filosofia / Ensaio Indígena / Ecologia Política
- Heartstopper: Dois garotos, um encontro (vol. 1) (2021, Alice Oseman) Quadrinhos / YA LGBTQ+
- Heartstopper: Minha pessoa favorita (vol. 2) (2021, Alice Oseman) Quadrinhos / YA LGBTQ+
- O Fantasma da Ópera (1910, Gaston Leroux) Ficção / Romance Gótico / Mistério
- Built to Sell ⭐ (2011, John Warrilow) Empreendedorismo / Negócios
- Purpose & Profit ⭐ (2025, Dan Koe) Desenvolvimento pessoal / Negócios
- O livro de hai-kais do Menino Maluquinho (2012, Ziraldo) Poesia Infantil
- Literatura infantil: Cartas ao filho ⭐ (2024, Alejandro Zambra) Contos / Autoficção
- Múltipla Escolha (2017, Alejandro Zambra) Ficção experimental / Romance
- Não sou poeta ⭐ (2024, Victor Heringer) Poesia contemporânea
- Vida Desinteressante ⭐ (2021, Victor Heringer) Memórias / Crônicas
- É cada coisa que escrevo só pra dizer que te amo (2015, Lucão) Poesia
- Literatura & Suicídio (2020) Ensaio Literário / Filosofia da Literatura
- Léxico Familiar ⭐ (1963, 2018, Natalia Ginzburg) Romance Autobiográfico / Literatura Italiana
- Infocracia (2022, Byung-Chul Han) Filosofia Contemporânea / Teoria da Comunicação
- Porteira 9 (2025, Rodrigo Pontes) Romance / Literatura Brasileira Contemporânea
- Contos Completos (2018, Caio Fernando Abreu) Contos / Ficção Literária
- Knulp: três histórias da vida de Knulp (1915, 2020, Hermann Hesse) Ficção Literária / Clássicos
- Heartstopper: Um passo adiante (vol. 3) (2022, Alice Oseman) Quadrinhos / YA LGBTQ+
- Heartstopper: De mãos dadas (vol. 4) (2022, Alice Oseman) Quadrinhos / YA LGBTQ+
- Tiny Experiments (2025, Anne-Laure Le Cunff) Desenvolvimento Pessoal / Autoajuda
Música
Fiz mais de 10k scrobbles no Last.fm, o maior volume desde 2014. Eu anotei ano passado que queria alcançar pelo menos 10k, e só bati por causa dessa quarentena isolado de fim de ano. Essa "meta" era só um direcionamento para eu voltar a ouvir mais música - prestando atenção na música, não de pano de fundo - e não que eu devesse bater esse número acima de tudo. Meu consumo de música segue sendo extremamente influenciado pelo Last.fm, as estatísticas do quanto consumi de artistas e álbuns me ajudam a decidir o que eu quero ouvir, qual album eu quero me aprofundar ou conhecer, qual eu quero relembrar.
O tempo que passei sozinho nesse quarto no natal deu para escutar a discografia da Britney Spears com folga (achei melhor focar em música pop e evitar músicas tristes).
Tive muita vontade de assinar o last.fm pro esse ano para editar os nomes na minha biblioteca. Tenho a impressão que quando eu fizer isso vou descobrir que as minhas listas mais ouvidas são bem diferentes do que parecem. Tudo culpa do Spotify que coloca tags na faixa. Acho que essa vai ser minha meta com música para 2026: organizar minha biblioteca de scrobbles.
Os 10 artistas mais escutados
Oasis, Turnstile, Good Charlotte, Twenty One Pilots, CPM 22, The Vines, Lady Gaga, Weezer, Royel Otis, Dead Fish.
Esse top 10 representou cerca de 27% das músicas que escutei. No total, foram 1.256 artistas scrobblados, 137 a menos do que em 2024.
Oasis dominou pesadamente a partir de outubro. Meio óbvio né: hype da tour de reunião + nostalgia millennial bateu forte. Todo o restante do ano foi de Turnstile. A banda que eu mais gostei de acompanhar e ouvir esse ano. E provavelmente a banda que vai me fazer ir pra porra do Lollapalooza 2026.
Good Charlotte voltou a ser a banda mais ouvida no meu last.fm em quase 20 anos de conta, ultrapassando o David Bowie, por conta do festival I Wanna Be Tour. Eu não sou de chorar em shows, mas me emocionei com o show do Good Charlotte. Por conta desse tanto de memórias dos 14 anos... Sabe, sad boy 00s que se identificava com Hold On, cujo clipe incentivava deprimidos a não se matarem (acho que passei o gosto pra minha irmã, que depois de adulta tatuou o nome no pulso). Não me debulhei em lágrimas, mas acho que isso foi o mais próximo de me emocionar querendo chorar que eu já senti num show antes.
Twenty One Pilots entrou aqui no ranking por conta da música Drum Show, que é a que eu mais ouvi esse ano. Não sou o maior fã da banda, mas eu simplesmente pirei nessa música.
Fiz intensivão de CPM 22 para me preparar para o show deles com Fresno. Weezer para me preparar para o Festival Índigo. Também fiz intensivão de The Vines, mas infelizmente não tinha show nenhum previsto, foi só saudade.
Lady Gaga porque foi o ano da Gagacabana né porra. O maior fenômeno do ano! O Rio de Janeiro EXALAVA Mayhem.
Royel Otis, que foi a minha surpresa do ano anterior com o melhor cover de Linger, porque lançou seu album juvenil gostosinho. E Dead Fish não teve nenhum motivo específico.
As 10 faixas mais escutadas
Drum Show (Twenty One Pilots), LUCIDEZ (Marcelo D2), Vanish Into You (Lady Gaga), NEVER ENOUGH (Turnstile), I CARE (Turnstile), i hate this tune (Royel Otis), SEEIN' STARS (Turnstile), moody (Royel Otis), So Long (Waves), Rejects (Good Charlotte).
Foram 5.875 faixas scrobbladas, 37% a mais do que em 2024.
Vou destacar que Marcelo D2 lançou a melhor versão de Lucidez esse ano e que Vanish into you é o hino de 2025 para todas as gays.
Os 10 álbuns mais escutados
NEVER ENOUGH (2025, Turnstile), MAYHEM (2025, Lady Gaga), hickey (2025, Royel Otis), Breach (2025, Twenty One Pilots), GLOW ON (2021, Turnstile), Spun (2025, Wavves), (What's the Story) Morning Glory? (1995, Oasis), Definitely Maybe (1994, Oasis), Manual Prático Do Novo Samba Tradicional, Vol. 3: LUIZA (2025, Marcelo D2), LUX (2025, ROSALÍA).
Foram 2.537 álbuns scrobblados, 2% a menos do que em 2024.
Meu rolê espiritual também refletiu na música, não tem uma afrobrasileiridade espiritual gratiluz paz amor dessa vez.
Filmes
Redimi minha alma cinéfila do ano anterior e vi quase 3x mais filmes em 2025: um total de 153. Um recorde desde que comecei um diário lá em 2012. Desses, 57 foram filmes lançados em 2025.
Muito devido a ter passado quase metade do ano com a família no interior. Vez ou outra a gente passava os sábados e domingos vendo 3 ou 4 filmes em sequência. Esses dias fazem parte da minha lista de coisas preferidas. Às vezes penso que um dia vou me dar conta que vivi um desses dias pela última vez.
Também cheguei a aproveitar que outra quase metade do ano estava em São Paulo e maratonava filmes em sequência no cinema, calculando o tempo para ver se as sessões se encaixavam, isso quando eu não corria de um cinema para outro.
O dia que eu vi Sinners e Homem com H foi uma loucura, estava de bicicleta, vindo da divisa com Guarulhos, choveu absurdo, peguei metrô e mesmo chegando atrasado em ambas sessões, consegui ver nos cinemarks do Shopping Metrô Santa Cruz e do Cidade São Paulo.
Meus filmes favoritos do ano
- The Ballad of Wallis Island (2025, James Griffiths) ★★★★½
- Sinners (2025, Ryan Coogler) ★★★★½
- O Agente Secreto (2025, Kleber Mendonça Filho) ★★★★½
- Sentimental Value (2025, Joachim Trier) ★★★★½
- Homem com H (2025, Esmir Filho) ★★★★½
- Sorry, Baby (2025, Eva Victor) ★★★★½
- The Ugly Stepsister (2025, Emilie Blichfeldt) ★★★★
- F1 (2025, Joseph Kosinski) ★★★★
- O último azul (2025, Gabriel Mascaro) ★★★★
- Bugonia (2025, Yorgos Lanthimos) ★★★★
- No Other Choice (2025, Park Chan-wook) ★★★★
- Train Dreams (2025, Clint Bentley) ★★★★
- Bring Her Back (2025, Danny Philippou e Michael Philippou) ★★★★
- The Long Walk (2025, Francis Lawrence) ★★★½
- Final Destination Bloodlines (2025, Zach Lipovsky e Adam B. Stein) ★★★½
Podcasts
Esse ano, só escutei dois podcasts:
O Piloto, porque Ivan Mizanzuk, mas não gostei. E o O Podcast que ninguém vai ouvir, do Adriano Cintra contando os babados envolvendo o Cansei de Ser Sexy, que só é interessante para os fãs.
Games
Eu tentei, juro que tentei jogar videogame. Instalei emuladores aqui e talvez os únicos dois que mais longe fui foram Mario Galaxy (que eu sempre quis jogar!) e Zelda Twilight Princess, que joguei umas 20 horas até uma das viagens me tirar da rotina de jogos e eu esquecê-lo completamente.
Agora no fim do ano em que estou em isolamento, baixei o aclamado jogo Hades que estava em promoção na Steam. Meu deus, que maravilha! Joguei por cerca de 21 horas e “zerei”, digo, fugi do submundo, na 31ª tentativa de fuga. Estou com muita vontade de pegar para jogar o Hades 2, mas medo dele acabar com minha produtividade de início de ano.
Outras Estatísticas
- Roam Research: criei 4.4k páginas e 73.2k blocos. Variações de 1% e 8% em relação a 2024.
- Readwise Reader: fiz cerca de 7.8k destaques em pelo menos 1k documentos. Um aumento de 55% e 39%, respectivamente.
- Google Photos: tirei cerca de 15k fotos, 37% a mais que 2024, mas ainda abaixo da média de 21k dos anos anteriores.
Sem spam, sem compartilhar com terceiros. Só eu e vc <3
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