👋 Oi, tudo bem?

👋 Oi, tudo bem?

Meu nome é Eliel Guilhen, mas você provavelmente me conhece como Liko ou Jesus. Fique a vontade para me chamar como quiser.

Este blog reúne fragmentos do meu Universo, onde publico há anos pelo puro prazer de manter meus registros digitais em um lugar que posso chamar de meu, fora da lógica das grandes plataformas. Seja diários para expurgar sentimentos depressivos, expressando opiniões sobre o que me cerca e consumo, ou brincando com palavras em forma de poesia. Escrevo sobre o que me interessa no momento, inclusive muita baboseira.

Atualmente, estou dedicado a newsletter Fragmentos Periódicos e a escrever 100 crônicas.

É isso. Você pode saber um pouco mais sobre mim e esse blog. Pode me mandar um e-mail também, se quiser.

Newsletter Fragmentos Periódicos

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Tecnofeudalismo (Yanis Varoufakis, 2025)

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Livro audacioso, e isso não é um elogio.
Uma delicada coleção de ausências (Aline Bei, 2025)

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Pedrada esse terceiro livro da Aline Bei.
Futuro Ancestral (Ailton Krenak, 2022)

Futuro Ancestral (Ailton Krenak, 2022)

Leitura para a segunda edição do clube de leitura do Manual do Usuário no ano.
Long Game (Rachel Reid, 2022)

Long Game (Rachel Reid, 2022)

Finalmente, a continuação da história de Shane Hollander e Ilya Rozanov

Notinhas

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print da tela de um perfil do last.fm, com avatar, imagem de de banda na capa, graficos e lista de scrobles

Tava de boua navegando por essa linda web (meu cu que tá morta), fazendo uma das coisas que eu mais gosto de fazer no tempo livre que é basicamente ouvir música com o last.fm aberto relembrando e conhecendo artistas,

quando olhei para a data (que criei minha conta) ao lado da plantinha no topo do perfil e pensei PERAE e olhei para o canto superior direito da tela, no relógio, onde está A MESMA DATA SÓ QUE 20 ANOS DEPOIS

achei mágico ✨

adorei estar fazendo exatamente a mesma coisa que eu fazia 20 anos atrás

(e não reclamando de algoritmos e de como o comportamento de consumo mudou e todo mundo só conhece música que o tiktok entrega e que só tem robôs usando a internet hoje em dia e bla bla bla)

nada mais justo que comemorar postando no meu blog (também como se fosse 20 anos atrás)

o last.fm segue sendo um dos meus lugares favoritos e, agora que eles voltaram a ser independentes, torço para que retomem as funcionalidades sociais 🤞

ps: reparando bem nesse print, não só a minha foto está desatualizada como também aquela frase quebrada na metade (na vdd é letra de uma música rs), que existia algum motivo para ela existir do jeito que está em meados de 2006 e ficou do jeito que tá (por preguiça, igual aos filmes favoritos no letterboxd) depois das duas grandes atualizações no layout

ps2: tenho um rascunho enorme de coisas sobre o last.fm que está parado desde o ano passado, quando ultrapassei 250k scrobbles, e agora reparei também que estou prestes a ultrapassar 260k e deveria criar vergonha na cara e publicar logo

Interessante ver Backrooms (2026) alcançando números incríveis no cinema e quebrando recordes da A24. Ele e Obsessão (2026) desbancaram Star Wars - O Mandaloriano e Grogu (2026) — que eu só descobri que existia quando fui comprar o ingresso para ver Backrooms. (A Disney realmente ferrou com tudo, né?)

Mostrei para meus amigos os primeiros curtas do Kane Parsons e contei um pouco da lore de Backrooms, que existe desde antes de ele fazer o primeiro vídeo. Fiquei surpreso por eles não conhecerem. Para falar a verdade, eu nem tinha me ligado que a maior parte dos 30+ não conhecia Backrooms, até ler o título do post da Ieda a respeito: Explicando Backrooms para os 30+.

Ontem fui ao cinema conferir a adaptação desses curtas, que um garoto de apenas 20 anos fez com uma das produtoras queridinhas dos cinéfilos (no passado, eu costumava odiar o Xavier Dolan de tanta inveja pelo mesmo motivo). Gostei, embora preferisse que fosse mais aterrorizante e menos contextualizado.

Aliás, existe algum filme hoje em dia que não se explica?

Para quem não conhece os curtas, assista aqui:

(Lista com links da instância invidious organizada pelo Cadu Silva aqui.)

Tenho comigo que toda pessoa que reclama de tempo de tela ou passa muito tempo fazendo experimentos e pensando sobre o próprio uso de celular seria beneficiada enormemente se parasse de usar microblogs

Sei lá, cara, para de ler um pouco o que estranhos postam na internet, vai viver um pouco a vida

Crucial Tracks: Ative o modo aleatório na sua biblioteca de músicas e poste a primeira canção que tocar

Travis - Selfish Jean

Uma das minhas músicas favoritas de uma das minhas bandas favoritas. 2007 foi um ótimo ano para a minha relação com música, o ano em que mais scrobbles fiz. Me lembro tão bem quando o álbum "The Boy With No Name" foi lançado, provavelmente meu álbum favorito do Travis.

Havia esse blog maravilhoso que postava os lançamentos conforme caíam do caminhão. Não lembro se deixei o computador ligado durante a madrugada baixando ou se levei alguns dias baixando música por música, fracionando depois da meia noite.

Foi um bom ano, musicalmente falando (em outros aspectos uma desgraça), de passar tempo no soulseek, de pedir para os amigos com banda larga baixarem albuns das minhas listas, de trocar cd-roms queimados, de ler as bios no player oficial do last.fm e ficar empolgado a cada nova atualização de um dos meus lugares favoritos na internet (e que continua sendo!).

"Selfish Jean" e "The Boy With No Name" me levam de volta a essa sensação. É gostosa, nostalgica e melancólica. Engraçado, tenho a impressão que ela já era assim desde o primeiro instante em que ouvi.

Crucial Tracks: Travis — "Selfish Jean" (The Boy with No Name, 2007)

Ri tanto com esse último episódio de Hacks! Vou sentir falta de acompanhar a dinâmica da Ava e Deborah. É bom ver uma série legal terminando bem.

De tudo que aconteceu no golpe de 2016, de lá pra cá, o que mais me dói é a liberação das casas de apostas que ganhamos com o governo Temer. O vídeo do casal apostando (e a criança chorando no fundo) no início desse ensaio do arvro é de quebrar o coração. Faz eu pensar na molecada que vivia apostando e caindo em ciladas na Região dos Lagos.

Nas considerações finais, Arvro faz um bonito apelo:

"eu quero me dirigir respeitosa, afetuosamente a todo e qualquer jogador compulsivo que possa estar me ouvindo agora. Me ouça com muita atenção. A sua vergonha é sua inimiga. Se você percebe que esses jogos exploraram uma fragilidade da sua psicologia, o melhor que você pode fazer agora com essa compreensão é admitir o problema. É admitir toda e qualquer mentira, toda e qualquer dívida e pedir desculpas, mas com a consciência de que ninguém é obrigado a aceitar essas desculpas. É só depois disso que você vai estar pronto para se colocar de pé e voltar a caminhar. Tem ajuda por aí. O SUS agora tem um serviço de atendimento online para quem tá enfrentando um problema como o seu, que é sério. Procure ajuda direto no appg.br. Crie consciência de que você não pode apostar. Não pode apostar nunca. Não pode apostar nada. Não pode apostar jamais. Pela sua segurança. E tenha certeza de uma coisa, o que passou, passou. O que quer que você tenha pela frente é muito mais importante. Só que para haver um lá na frente, para haver um futuro, você tem que parar de apostar."

A VIDA DE LUXO DO (suposto) DONO DO JOGO DO TIGRINHO

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