Meu last.fm fez 10 anos

O mês vai acabar e eu não posso deixar passar batido que meu last.fm fez 10 anos!

Eu sei que a onda já passou, mas até hoje eu acesso frequentemente.

Meio vício em ver dados de músicas, volume de faixas executadas, quais os álbuns mais tocados de cada artista… Ver os scrobbles subindo cada vez que um artista morre e acompanhar os gráficos de tendências. O shoutbox dos artistas já foi, um dia, o mais próximo de uma expressão de fã espontânea, sincera e relevante.

10 anos depois, eu tenho mais de 180k músicas escutadas e obviamente me incomoda por saber que na real o volume deveria ser outro, já que não foi considerada os tantos plays em cds, discos e toda aquela coletânea mp3 do David Bowie que não estava tagueada corretamente.

Mas ainda assim, é lindo ver esses números ao lado das músicas que eu escuto. Acho que veio daí meu interesse por Business Intelligence. Quando eu peguei para analisar minha timeline de scrobbles e pontuei os momentos de bads para entender aquela velha high fidelity question: what came first, the music or the misery?

Ou quando analisei os gêneros que eu escuto através dos anos.
Ou, a minha favorita, como eu consumo música.

Vou explicar: com 14 anos eu era fã de Good Charlotte, e os dois primeiros anos do meu perfil somaram milhares de scrobbles que até hoje não foram destronados da primeira posição. 8 anos depois e os caras continuam no primeiro lugar do meu perfil, mesmo que hoje eu não escute mais eles! Isso porque com 14 anos a gente é meio obsessivo com os artistas que gosta, de um jeito bem ingênuo e imaturo para tantas vertentes musicais, as vezes rolando aquela parada do síndrome do underground também.

SÓ QUE, cruzando todos os dados possíveis da minha vida pessoal com os scrobbles do last.fm, meus highlights dizem que não é o amadurecimento musical que fez com que nenhum outro artista tenha desbancado o top 1, foi a vida mesmo.

Com 14 anos eu podia navegar pela internet caçando música desconhecida, Soulseek, LimeWire, baixar mil mp3s do Trama Virtual e escutar Hold On no repeat infinito. Eu tinha tempo pra isso. Hoje não é que eu escute melhores músicas, e doo meu tempo para outros artistas mais ricos sonoramente. É que o tempo pra isso não existe mais! Faculdade, trabalho, projetos, ROLÊS… É a vida, mudou meu consumo de música e vai saber lá quando Move Along do The All-American Rejects será ultrapassado ¯\_(ツ)_/¯

Enfim, saudades winamp. Me adiciona lá se você também ainda acessa o last.fm. E me recomenda no shoutbox uns artistas fodidos que eu não sou mais desses a procura da batida perfeita, mas posso colocar na listinha do “um dia vou escutar, juro”.

http://www.last.fm/pt/user/liko_cg

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