Carl Sagan e o numinoso

Carl Sagan é uma das minhas pessoas favoritas.

E, finalmente, depois de anos na lista de metas, comecei a ler “Contato”, um de seus livros de ficção científica, escrito em 1985 e adaptado para os cinemas em 1997, com Jodie Foster, Matthew McConaughey e Robert Zemeckis na direção.

Em um quase breve e próximo shot de awe lendo um dos capítulos durante o almoço, destaco uma fala da personagem Ellie – após apontar o machismo em textos religiosos (!) – acerca do numinoso, palavra que remete a sensação de sagrado, isto é, sentir-se em um estado de espírito consciente de estar influenciado por um transcendente divino:

“E daí que eu acho que as religiões burocráticas procuram institucionalizar nossa percepção do numinoso, em vez de proporcionar os meios para que se perceba diretamente o numinoso… como olhar através de um telescópio de quinze centímetros. Se perceber o numinoso constitui a essência da religião, quem você diria que é mais religioso: as pessoas que seguem a religião burocratizada ou as pessoas que estudam a ciência?”

Carl Sagan é a pessoa que mais inspira em ciências e ainda mais espiritualmente.